A minha mais nova aventura, ALEIJADINHO DOS ARES. Muita emoção, drama, comédia, aventura, tudo que se possa imaginar em, ALEIJADINHO DOS ARES.
Tudo começou quando recebemos a ligação do Sarah confirmando minha consulta para o dia 10/09/11 as 09:00. Logo depois, voltamos a ligação para informar o número de fax para que eles remetessem o documento que comprovaria minha consulta para dar entrada ao TFD. Demos entrada com o documento, passamos por entrevista com a Assistente Social e esperamos, assim, as passagens serem emitidas. Deu tudo certo. Beleza, agora, parece que vai sair essa tão esperada possível internação na tão afamada Rede Sarah de Reabilitação.
Então, tudo isso foi confirmado. Passagens em mãos, arruma malas daqui e dalí, corre pra lá e pra cá, sobe e desce, vai pro lado e pro outro. Pronto. Tudo prontinho para o ingresso à Brasília e a tão esperada internação na Rede Sarah de Reabilitação.

Procedimento de embarque feito com sua maior naturalidade sem nenhum percalço de trabalho. Decolamos em direção a Manaus. Vôo tranqüilo sem maiores problemas. Contabilizando as horas, eu já estava com mais de 4 horas, só de aeroporto e aeronave. O que quero dizer com isso? Nós precisamos fazer cateterismo para esvaziar a bexiga, pois com a lesão as funções renais e intestinais mudaram sensivelmente e não mais temos controle sobre eles. É isso mesmo que vocês estão imaginando, se eu vacilar posso mijar e/ou me cagar todo com apenas um espirro ou até mesmo através de uma piada muito bem contada (não é pra tanto pessoal). Seria trágico se não fosse cômico não é mesmo.



Faltando por volta de 1h para pousarmos em Brasília comecei a apresentar sintomas de disreflexia autonômica (era uma quentura, uma pressão na altura do pescoço, um suador sem nexo, uma agonia inexplicável). Chamei o comissário de bordo e disse a ele que precisava urgentemente esvaziar a bexiga porque eu estava passando mal. Falei também que não tinha como me locomover por ser paraplégico e perguntei se tinha algum recurso para me isolar dos outros passageiros porque teria que colocar o pinto pra fora para fazer o cat. Pense numa situação constrangedora.

Eu lá fazendo o cat concentradíssimo chegando ao êxtase do alívio e quando dei por mim lá estava uma criança olhando tudo aquilo. Ela não estava entendendo nada, uma mistura de olhar curioso com assustado, coitadinho. Acho que ele nunca tinha visto algo parecido. E como sou sacana dei o maior susto nele...hehehehehe. Eu virei pra ele e disse: “EI MOLEQUE, O QUE TU TÁ OLHANDO AÍ EIM RAPÁ??? PERDEU ALGUMA COISA???” O susto foi tão grande que não sabia o que fazer no momento, tadinho dele...hehehehe.
Voltando ao cat, não parava de sair urina e o saquinho de um litro só fazia encher e encher. Eu já tava ficando preocupado em extravasar urina do saquinho, já pensou na merda que ia dar? Merda não ia dar, mas iria ser mijo pra todos os lados. No final das contas acho que eu tirei uns 800ml da bexiga. Pense num alívio. A bexiga tava totalmente rígida e fiquei com um medo danado de ter dado uma complicação maior. E olha que não foi a primeira vez que minha bexiga travou dessa forma não. Isso já tinha acontecido duas vezes já.
Mas entre mortos e feridos, minha bexiga, e claro, o dono dela, todos se salvaram ilesos.
Essa foi minha primeira historinha desta tão esperada internação no tão afamado Centro de Reabilitação Sarah Kubitcheck.
Depois eu conto mais historinhas verdadeiramente verídicas que aconteceram de verdade.
Um grande abraço a todos.
Olá Luiz!!!!
ResponderExcluirNossa... qto perrengue... mas ainda bem que pra tudo na vida tem um jeito, não é mesmo... e como vc é desenrolado, tudo deu certo. To curiosa pra saber as outras aventuras dessa viagem... Bjus
Shirley
Oii Luiz!!! Noooossa que aventura einh!! Que bom que tudo terminou bem!! =DD
ResponderExcluirBjss