quarta-feira, 1 de agosto de 2012
TRANSFERÊNCIA
Minha primeira transferência cadeira x handbike x cadeira sozinho.
Um grande abraço a todos.
terça-feira, 5 de junho de 2012
PESSOAS DE SUCESSO
Baleia Assassina, Quatro
Olhos, Olivia Palito, Pirralho, Suco de Pneu, Cabelo de Bombril de Arear Panela,
Branquelo Azedo, Zaroio (zóio trocado), Cabelin de Mamãe quero ser Gay mas
Papai não Sabe Ainda, Magrelo, Cascão, Papai Smurf, Cabelo de Fogo, Pega
Vareta, Gaguin, Bunda Seca, Ferrugem, Bafo de Onça, Zambeta, Cabeça de Arrombar
Navio, Cagão, Vigia (um zóio no gato e o outro... vocês já sabem né?!). Ufa,
não lembrei de todos meus amigos de infância mas acho que em sua grande maioria
estão presentes nessa relação. Ah! Lembrei de mais um, o Neguin, que também fez
parte da minha criação em Olinda-PE.
Lá pelas bandas do
Nordeste, o pessoal é bastante criativo pra APELIDOS como vocês notaram. Eu
também tinha apelido. Como todo Luiz, seja ele com Z ou S, com acento ou não, é
chamado de Lula, isso mesmo, igual ao Ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva. Pois
é, era assim como eu era conhecido em Olinda, Lulinha.
Esse apelido nasceu no
futebol. Por ter dois Luizes no time, e, como eu era sempre o menorzinho da
turma (poderiam até me chamar de Ananías que não ficaria devendo nada a ninguém,
caberia como uma luva), resolveram me chamar de Lulinha, mesmo porque, eles não
poderiam me sacanear não, pois eu era o craque do time (nada modesto o pirralho
eim?! Clique AQUI pra você conhecer um pouco mais do Lulinha).
Por ser sempre o menorzinho
da turma, fiz meus pais procurarem um médico pra resolver esse meu probleminhazinho
(bem no diminutivozinho). Fiz os exames e o desgraçado do médico me iludiu,
disse que eu iria crescer, mas que eu tivesse paciência. Minha paciência se
esgotou, meus cabelos já estão ficando brancos, e estou esperando até hoje esse
meu ‘crescimento’. Parei nos 1,70m e a tendência hoje é continuar crescendo, só
que para os lados. E agora foi que lascou mermu! Hoje em dia eu calculo, mais
ou menos, que eu esteja entre 1,20 a 1,30m. É mole!? Oooo médico “Fiu d’uma
égua”!!!

Aonde eu quero chegar com
tudo isso? Acho que vocês até já mataram a charada do Mr. LOSEA.
Que BULLYING que nada!!! Bullying é para os fracos dessa geração cheia
de triquetriques, cheios de frescurinhas, não agüentam um apelidinho que já
entram em depressão daqui e dali.
Quem nunca teve um apelido
e apelidou alguém que atire o primeiro tijolo!!!
Um grande abraço a todos.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
¡¡ ¡¡ ¡¡ HASTA LA VISTA, BABY !! !! !!
Não brinquem comigo, eu sou
um cara tranquilo, da paz mesmo, mas não me tirem do sério porque eu METO A
BALA MESMO!!!
Gente, estou brincando viu,
eu não sou assim não (só de vez em quando...hehehe), sou da paz mesmo e não
gosto de confusão, mas eu te peço, não pise no meu calo por favor. Não vou
meter a bala mas, te garanto que meto a BOCA NO TROMBONE.
Neste post eu irei falar um
pouquinho da modalidade TIRO ESPORTIVO (Adaptado) que é uma modalidade
Paralímpica prevista para as próximas Paraolimpíadas de Londres e que
certamente fará parte do calendário dos Jogos Rio 2016.
Essa modalidade prevê atletas
paraplégicos, tetraplégicos, amputados e com outras deficiências motoras podendo
competir nos naipes masculino e feminino. É um esporte ‘viciante’ e quanto mais
você atira, mais você procura a perfeição. Sem contar com a adrenalina, o
envolvimento da competição, você se superando e buscando superar seus
adversários, e sem contar com o principal, a AUTOESTIMA que esse esporte te
trás.
A inclusão ao meio social é
outro fator fundamental que o esporte nos permite. O esporte nos faz sentirmos
de igual pra igual com qualquer pessoa, e isso é muito bom.
Aqui em Boa Vista-RR
estamos começando um belo trabalho (está parado porque alguns integrantes não
forneceram seus dados para dar entrada no cartório de registros) com os
esportes classificados como Paralímpicos. Pena que começamos esse trabalho em
ano eleitoral e os maliciosos pensam que estamos nos aproveitando para nos
lançarmos a algum cargo político, uma pena porque a malícia impera na mentalidade
desse povo que só pensam em se darem bem em tudo, uma pena mesmo. Do jeito que
minha mira está apurando, deixa um desses passarem em minha frente, vou deixar
o cidadão que nem peneira...hehehe.
Voltando ao TIRO, quero
dizer que é um esporte que faz sua autoestima elevar à estratosfera. A
adrenalina ferve nas veias quando você esta competindo, mas é a tranqüilidade
que impera nesse esporte. O poder de concentração exigido por esse esporte é
altíssimo. Existe até um lance de você quase entrar em transe de tão focado que
o atleta fica. Há toda uma técnica para se alcançar a perfeição do tiro e uma
delas é a respiração. O uso correto do controle da respiração no momento da
prova para se alcançar a precisão ao alvo é fundamental para o sucesso do
atirador, ele chega há diminuir os batimentos cardíacos antes de efetuar o tiro
somente com essa técnica de respiração.
Resumindo tudo, o Tiro
Esportivo te trás vários benefícios a pessoa, seja deficiente ou não. Eu, por
exemplo, encontrei meu esporte agora. Venho sofrendo com tendinites e a maioria
dos outros esportes requer muito esforço físico, que eu adoro por sinal, mas
diante das circunstancias, dores mesmo, resolvi optar por este esporte, que não
é nada barato.
E cuidado comigo, andem na
linha, não me tirem do sério, sejam corteses, não queiram me ver nervoso, é só
um aviso porque eu estou ficando bom no tiro e... Não irá acontecer nada porque
EU SOU DA PAZ!!!
Um grande abraço a todos.
domingo, 13 de maio de 2012
1.051.200 seg.
Um
milhão, cinqüenta e um mil e duzentos segundos
Dezessete
mil e quinhentas e vinte horas
Setecentos
e trinta dias
Cento
e quatro semanas e dois dias
Cinqüenta
e duas quinzenas e um dia
Doze
bimestres
Oito
trimestres
Seis
quadrimestres
Quatro
semestres
Vinte
e quatro meses
Dois
anos
Precisamente
entre nove e onze horas
Ao
décimo terceiro dia do mês de maio
Após
uma bela ‘cagada’, em todos seus significados
Estava
eu, sobre a mesa de cirurgia
Na
terra da garoa, sendo operado
O
Hospital Beneficência Portuguesa era o local
A
Equipe do Doutor Filippe Wainner foi convocada
Depois
dos exames e estudos realizados
Resolveram
‘inserir-me’ em minha coluna vertebral
Parafusos,
Cross Links e Hastes, para sua sustentabilidade
A
tensão era grande, mas a confiança era total
Meu
pai, minha mãe, tia, família e amigos, orando
Todos
sem exceção, presente ou não
E
eu, sereno, tranqüilo, seguro
Confiante
no sucesso da operação
Hoje,
após dois anos
Agradeço
a todos
Minha
família
Pai,
Mãe
Irmãos
Deus
Pelo
alicerce por eles proporcionado
Em
especial a uma pessoa
Que
não tem somente um dia
Aquela
que nunca me abandonou
Minha
mãe querida
A
minha Maria
Dona
Niroca
TE
AMO
Para
minha mãe, um GRANDE BEIJO e,
Para
todos, um GRANDE ABRAÇO.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
PAPO MUITO CABEÇA AÊÊÊÊ
Chegou a hora de ir ao
banheiro e pra gente, a coisa é um pouquinho diferente dos ‘normais’. Pelo
menos eu, tenho que passar sonda de alívio para esvaziar a bexiga e, quando
estou por aí dando umas voltas na city, eu tenho que ‘me virar nos 30’. Eu falo
assim porque é bem complicado a gente encontrar banheiros adaptados nos
estabelecimentos, bares e restaurantes, aqui da minha city.
Outro dia desses, num
barzinho que toca um rock da hora, e, que tinha acabado de passar por reforma e
ampliação do estabelecimento (era sua reinauguração), arrodeado por amigos,
enfim, chegou a hora de enfiar a sonda pra aliviar a bexiga. Já imaginando (sabendo
mesmo) que o banheiro não era adaptado e que eles não tinham mexido nele depois
da reforma, fui atrás de um ‘cantinho’ tranqüilo pra fazer o ‘cat’ (abreviação
carinhosa de cateterismo – é a danada da sonda de alívio sacou?).
Pronto, lugarzinho
devidamente achado, nem muita luz e nem muita escuridão (senão não consigo ver
o pintinho), longe de movimento, estacionei a máquina, peguei o material para o
procedimento e iniciei a operação (calma, eu não vou cortar o pinto não). Estava
eu, distraído colhendo minha urina no saquinho coletor quando...duas figuras
chegaram e ficaram do outro lado do carro conversando, meio que baixinho, tipo,
sussurrando. Até então, eles não tinham me visto. Foi aí que rolou aquele
susto.
O chegado olhou pra mim e
disse: - E aí brouw, beleza? E eu respondi: - Beleza mermão. Foi assim que
começou um bate-papo muito louco, sente só.
O Chegado: - E aí mano, que
parada é essa que tu ta fazendo aí escondidinho?
Eu, O doidin: - Eu tô mijando, eu mijo diferente irmão.
O Chegado: - Pô mano, tô
atrapalhando não né véi?
Eu, O doidin: - Tá não mano,
já tô terminando de pegar no pinto.
O Chegado: - Caraca véi, a
gente veio queimar uma parada mas tem muita gente passando na rua.
Eu, O doidin: - Aê mano,
vigia aê que eu tô com o pinto de fora irmão.
O Chegado: - Falou véi, podeixar
que eu tô de olho, fica frio irmão.
Eu, O doidin: - Valeu
chegado.
O Chegado: - Ei brouw, você
não se importa da gente puxar uma não né?
Eu, O doidin: - Não mano,
fica na paz, fica tranqüilo, aqui é cabeça feita véi. Tranquilasso.
O Chegado: - Aê mano,
gostei de você véi. Super tranqüilo, cabeça aberta, cabeça feita mermu, não
esquenta com nada, é isso aê mano.
Eu, O doidin: - Tranquilo
brouw, não esquento não. Me amarrei em vocês também mano. Vocês são super gente
fina, nas suas, não mexem com ninguém, é isso aê.
O Chegado: - Pô mano, o que
foi isso aê véi? Por que você ta nessa onda de cadeira de rodas?
Eu, O doidin: - Pois é
chegado, eu tava chapadão e caí de moto sozinho de bunda no chão quando fui
fazer uma curva pra entrar na rua de casa. As coisas são assim mermu, um dia você
tá de pé, e ao amanhecer, você pode nem levantar da cama e adquirir um super
acessório dá hora que nem minha máquina (risos).
O Chegado: -
kkkkkkkkkkkkkkkk... Caraca brouw, você é muito doidão véio, to me rachando de
rir cara... kkkkkkkkkkkkkkkk...
Eu, O doidin: - Pois é
doidão, eu, que nunca tive nada, apenas uma moto véia, e agora veja só, tenho
essa máquina (minha cadeira) e uma
cadeira de banho dá hora.
O Chegado: - Esse cara é
muito louco véi, me amarrei em seu bom humor... kkkkkkkkkkkkk
Eu, O doidin: - Pois é
brouw, eu sempre fui assim, cabeça feita e tals. Ei, na boa, nunca senti o
cheiro da paradinho óh!?!?!?!
O Chegado: - Aê mano, ta afim
de puxar uma? Já tá na mão aqui doido!?!?!
Eu, O doidin: - Não véi, na
boa, fica na paz, tranqüilidade total, já tô terminando aqui a paradinha, fica tranqüilo
aê mano.
O Chegado: - Caraca mano,
tu é muito cabeça feita mermu óh, se fosse outro já tinha ligado pruszhomi.
Eu, O doidin: - Esquenta não,
eu tô na paz óh, na manhã mermu.
Eu, O doidin: - Aê mano, tô
indo nessa véi. Vou deixar vocês curtirem suas paradas na paz, valeu?!?!
O Chegado: - Valeu brouw, você
é o cara, vai com Deus irmão, um grande abraço.
Eu, o doidin: - Valeu
irmão, um grande abraço!
O Chegado: - A gente se
esbarra por aí brouw, um grande abraço!
Quando voltei à mesa com a
galerinha, eu já cheguei rindo, e o pessoal ficou sem entender nadinha. Comecei a
contar a história e foi aquela gargalhada só. Somente eu pra fazer e passar por
umas loucuras dessas....kkkkkkkkk... O fato de estar contando e lembrando da
cena já me fazem rir sem parar.
E olha que eu resumi ao
máximo o diálogo pra não ficar muito cansativo o post. Vocês acreditam que o
Chegado está se formando em Psicologia? Já pensou essa figura fazendo um
atendimento depois de um baseadinho? Foi isso que pensei na hora que ele me
falou que era formando em psicologia....hehehehe.
Bem, a história saiu.
Fiquei de contar ela logo depois do post DEFICIENTE? EU?. E gente, juro por
Deus que o diálogo foi desse jeitinho aí, e olha se não foi mais cheio de
gírias eim?
Um grande abraço a todos.
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