Às vezes você não tem a sensação que coisas que já se passaram a um bom tempo parecem que aconteceram ontem? Que pode passar o tempo que for, mas tudo que passou, seja coisa boa ou ruim, sempre torna a memória? Acho que isso todos já passaram um dia. Eu não tenho uma memória boa e tenho muitas dificuldades para me lembrar das coisas. De coisas ruins e até de coisas boas eu tenho dificuldade de lembrar. Ooooo cabecinha boa a minha não? Estudar então, puts, é bem difícil mesmo...hehehehehe.
PARECE QUE FOI ONTEM. Tudo começou em 1977, mais precisamente no vigésimo nono dia do último mês do segundo quadrimestre, em Niterói/RJ.

Eu também só tive essa oportunidade de ter nascido na cidade maravilhosa porque minha mãe foi passar um tempo com sua sogrinha, mãe do meu pai, a minha vózinha, Dona Dina. Agora pesa a minha extraordinária e infalível memória. Eu não lembro o dia que desembarcamos no Rio e nem quanto tempo ficamos por lá. Essa minha memória me mata de vergonha...hehehehehehe.
PARECE QUE FOI ONTEM que eu dei meus primeiros passinhos e me “estabaquei” no chão abrindo o berreiro e deixando meus pais preocupados por ter batido o “quengo” e feito um galo daqueles na cabeça. Um colinho de mãe é muito bom nessas horas né, e um gelinho também cai muito bem (chega de quedas né, agora mais essa do gelinho que cai bem...rsrsrsrs). E o carinho e afago não têm preço. Dá até vontade de viver caindo e se machucando...hehehehehe.
E quando dei minhas primeiras palavras. Lembro-me muito bem do que disse: “Será que eu to falando grego, POOOOOOOORRAAAAAAAAAA, ninguém me entende, EU QUERO COMEEEEEEEEEEEEEER, EU TO COM FOOOOOOOOOOOOOOME, faz a minha mamadeira mãezinha, por favor, será possível fazer agora?” hehehehehehehe. Nossa, eu não sei, mas até hoje eu sinto que minha comunicação não é legal, sempre acho que estou falando alguma língua estrangeira. É difícil mas aqui em casa a gente vai se entendendo aos trancos e barrancos com “dificulidade” (como dizem por aí)...rsrsrsrs.
PARECE QUE FOI ONTEM que meti meu dedinho na tomada. Criança curiosa é assim mesmo tomei um choque daqueles e foi minha primeira e última vez que fiz isso, é claro né, só se fosse muito burro ou masoquista pra gostar de sofrer e ficar pegando porrada na cara né...rsrsrsrsrs. É, a vida não é fácil nem pra uma criança, imagina no susto que tomei e a dor que senti, e o pior é que tudo numa criança se torna sempre maior do que o normal. Tadinho desse bebezinho né.
E os meus primeiro chutes numa bola foram inesquecíveis. A bola, não era tão bola assim, confesso que meio oval, meus primeiros chutes foram na barriga da mama. Chutei muito aquela barriguinha, ali estava sendo formado um jogadorzinho de futebol “malacabado” hehehehe. Desde pequenininho eu já dava meus chutes e não era qualquer chute de bico não, eram chutes de peito de pé, com curva (aí já é demais né....olha o elefante rosa voando baixo e passando perto da minha cabeça...hehehehe), com o lado interno do pé (se é que exista um chute com o lado interno do pé considerando que interno é dentro né...rsrsrsrs), PARECE QUE FOI ONTEM.
PARECE QUE FOI ONTEM. Nossa, parece que foi ontem que eu fui a minha primeira aula na escolinha. Tinha meus, sei lá, 4 anos vai, a tia muito simpática se apresentou e logo começou a cantar: "Bom dia coleguinha como vai? A nossa amizade nunca sai... Faremos o possível para sermos bons amigos Bom dia coleguinha como vai?”, me lembro como se fosse hoje, que memória boa a minha né. E logo depois a tia iniciou a aula falando sobre o movimento estudantil, a passeata dos 100 mil, AI – 5, democracia, liberdade de expressão...professores adoram tocar nesses assuntos né, mas pra criancinhas??? Eles querem entrar na mente de qualquer forma...hehehehe. Isso é uma brincadeirinha viu prof’s, se não fosse por vocês todas as profissões do mundo nunca existiriam não é mesmo? Beijo e abraços a todos os mestres que fizeram e contribuíram com meus conhecimentos. Obrigado de coração a todos.
PARECE QUE FOI ONTEM...vai ficar no gostinho porque a historinha continua depois viu, não percam.
Um grande abraço a todos.