sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DESAFIO




Esses dias eu estava meio desanimado sem inspiração pra escrever então, resolvi falar um pouquinho da minha primeira aparição, depois de me tornar cadeirante, ao público, que foi muito bacana por sinal. Mas antes que eu fale sobre o assunto, vou contar um pouquinho da minha paixão pelo esporte porque tem tudo a ver com a história. 

 
Eu sou um amante do esporte, comecei a dar meus primeiros chutes numa redonda com uns 4 anos de idade, bem pequeno mesmo, um pirralhinho, pingo de gente...hehehe. Era um pequeno prodígio (modéstia parte), fui batizado pelo meu pai de “ZICO DINAMITE” (que por sinal não colou), uma mistura de Zico, do Flamengo, com Roberto Dinamite, do Vasco (uma promessa do futebol, um craque de bola...seria mesmo tudo isso?!?!?!?!?!). 

Mas eu sempre me achei parecido com o Bebeto, corpo franzino (magrelo mesmo), cheio de habilidade, ágil, dribles secos que adquiri no futebol de salão (hoje é futsal, mas em 1900 e antigamente era futebol de salão e se jogava com uma bola super pesada, um coco de fato) e ainda fazia meus golzinhos.

Então, acabou que “ZICO DINAMITE” não pegou mesmo e, como nesta época já estávamos morando em Olinda – PE e, como me chamo Luiz e sempre fui o menorzinho da turma e, também porque tinha outro Luiz no time do Colégio, logo me apelidaram de “LULINHA”. Apelido dado pelo meu primeiro professor de futebol – Alemão era seu nome, ou melhor, apelido porque nome mesmo, nunca descobrimos.

Os nordestinos têm o costume de chamar todo Luiz de lula que nem o teu super hiper mega Presidente Pop Luis Inácio Lula da Silva e o meu xará, esse sim com muito orgulho, Seu Lula – Luiz Gonzaga – O Rei do Baião. E foi assim que fiquei conhecido lá pelas bandas de Olinda, minha terrinha de coração. Por lá fiz muitos amigos, dois deles, o Paulinho (o mesmo Paulinho que projetou a recicleta) e o Stefani, nos conhecemos desde os 6 anos de idade ainda na Academia Olindense da Criança (faz tempo isso...puts).

Nooooossa, espera um pouquinho...caraaaaaaaaca, fugi completamente do assunto, me empolguei com minha historia de andante ainda, lá no início mesmo quando tava aprendendo a andar praticamente...hehehehe...mas, já que estou totalmente longe do assunto do inicio do post dá tempo de falar ainda que também já pratiquei basquete, fiz natação, lutei judô, bati minhas peladinhas de tênis de mesa, joguei voleibol, fui revelação do futevôlei de Roraima, quebrei pedras de dominó, rasguei baralho, perdi muitas partidas de xadrez (continuo perdendo), atirei pedra na Lua e etc etc etc...hehehehe.

Não perca a continuação dessa história...


Um grande abraço a todos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PRÊMIO DARDOS




"O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros; uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web."

O blog Muletas Cor-De-Rosa da minha amiga Tuigue indicou o blog desse doidim aqui (Visão Diferenciada) a esse prêmio!!!! Obrigado minha amiga, só você pra fazer isso por mim...BEIJÃO. 

E para continuarmos esta corrente de indicações, lá vão algumas regras sobre o Prêmio e os indicados:

1) Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;
2) Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
4) Avisar os indicados.

E os blogs que indico para o prêmio DARDOS são:


http://fisioativa.blogspot.com/ (Gizz)
http://deficientealerta.blogspot.com/ (Cybelle e Ricardo)
http://blogdocadeirante.blogspot.com/ (Sam)
http://quemmoradentrodemim.blogspot.com/ (Kekel)
http://aldreylaufer.blogspot.com/ (Aldrey)
http://vivacesguilhermesilveira.blogspot.com/ (Guilherme)


Um grande abraço a todos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PICADURA




Desde a minha internação em Boa Vista até minha alta já em São Paulo eu passei por poucas e boas. Em uma delas que me deparei, eu ainda estava internado no HGR – Hospital Geral de Roraima (Hospital Público e referência no Estado). Estava eu no trauma do dito hospital; pausa para uma breve explicação do que significa o trauma do HGR – trauma é a ala ou setor deste hospital onde os pacientes são deslocados para serem traumatizados...é isso mesmo...traumatizados, foi assim que fiquei depois da minha breve passagem por lá. 

Mas voltando ao assunto do “Estava eu no trauma...”, me deparei com uma situação inusitada; eu, deitado numa cama de hospital, todo quebrado, intubado pela narina e com um paninho na mão direita (que também tinha um sorinho com medicação) tendo que abanar uma mosquinha amiga minha chamada “colheguinha” que insistentemente teimava em querer pousar nas minhas raladuras (meu braço esquerdo tava todo ralado, dizem as más línguas que eu estava testando a qualidade do asfalto, mas até então não ganhei nada do INMETRO pelo trabalho realizado, acho que o trabalho ficou mal feito e terei que refazer...hehehehehe). 


Isso não é nada, o pior era a gritaria que era lá dentro. Era uma gemedeira danada, parecia uma sinfonia (se é que existe algo parecido) quando um parava de gemer o outro começava e assim os pacientes iam revezando e, no meio daquilo tudo, eu era um dos poucos que estava “comportadinho”, sempre fui comportadinho, MAMACUTTO que o diga, né não MAMA? Não me faça passar por mentiroso eim? 

Então, depois de um tempinho, aquela gritaria e gemedeira que me incomodava muito se tornou música para meus ouvidos e quando estava ficando bom que já estava até me “divertindo” com tudo aquilo, tive que deixar a orquestra na mão. Noooooooooossa senti muuuuuuuuuuita saudade daquele ambiente aconchegante, mas como tinha plano de saúde fui transferido para o Hospital da UNIMED. Foi aí que começou minha agonia com as “PICADURAS”.

Devido a tantas medicações intravenosas que comecei a tomar, as minhas veias começaram a “estourar”. Minhas mãos e braços pareciam peneiras de tão furados. As enfermeiras faziam revezamento entre mãos e braços, direta e esquerda e assim ia. As veias estavam ficando tão fracas que não segurava os acessos por muito tempo e acabei perdendo acessos e mais acessos. Minhas veias estavam “estourando” e com isso sentia muitas dores. Essa “veia estourada” é chamada de flebite. A flebite é um tipo de inflamação que aparece na parede das veias permitindo a aderência de plaquetas podendo causar dores, vermelhidão no local, edemas, e endurecimento das veias. (óiá!!! Expriquei certim, né não?).

Eu não aguentava mais estava desesperado mesmo e, já em São Paulo, pedia sempre pras enfermeiras fazer a punção venosa com todo carinho, como se elas fossem furar seus filhos. E num último momento de desespero já no centro cirúrgico antes de tomar o “dorme neném” ou o “boa noite cinderela” ou quem sabe o “amansa leão” ainda tive tempo de trocar algumas palavrinhas com o anestesista: “Doutor, pelo amor de Deus, eu to com todas as veias estouradas, não aplica aqui n...ZzZzZzZz...”. Aaaaaaaapaguei e só me dei conta que o infeliz usou minha veia mais que estourada quando cheguei na UTI para ficar em observação, ou seja, ele cagou pro meu pedido. Aleijadinho sofre, PQP.

Somente na UTI eles resolveram meu problema que poderia ser facilmente resolvido no centro cirúrgico mesmo. Eles introduziram um intra-cath que é um cateter que serve para administração de medicação endovenosa feita pela jugular. A partir daí passei a receber toda medicação pelo intra-cath e qualquer exame de sangue que eu precisasse fazer eu sempre pedia para o pessoal do laboratório colher as amostras de sangue da perna primeiro para dar um descanso para mãos e pernas e segundo porque eu não sentia nada mesmo (e eu sou leeeeeeeeesinho eim?) .

E assim foi até eu receber alta.


Um grande abraço a todos.